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	<title>Instituto Acolher</title>
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		<title>Terça-feira no ITA do dia 15/05: Corporeidade</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 01:15:02 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Notas]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Você tem consciência de qual emoção seu corpo está expressando? Você escuta o que seu corpo fala? Na vida podemos nos reorganizar corporalmente de uma nova maneira por meio de novos movimentos, ou continuar  utilizando velhos padrões. A escolha é de cada um a partir da autopercepção e da consciência corporal. As mudanças na vida [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;">Você tem consciência de qual emoção seu corpo está expressando?</p>
<p style="text-align: justify;">Você escuta o que seu corpo fala?</p>
<p style="text-align: justify;">Na vida podemos nos reorganizar corporalmente de uma nova maneira por meio de novos movimentos, ou continuar  utilizando velhos padrões. A escolha é de cada um a partir da autopercepção e da consciência corporal. As mudanças na vida são decorrentes destes movimentos. Se sentimos as conexões que vão do interior de nossos corpos para o mundo exterior e da superfície para a profundidade, podemos reexperimentar essa profundidade corporal e emocional em nossa vida diária.</p>
<p style="text-align: justify;">Participe da terça-feira no ITA e saiba da importância de identificar as emoções em seu corpo.  Dia 15 de maio às 19hs na sede do ITA.</p>
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		<title>CINEMA: Christian Dunker, psicanalista e professor da USP, comenta o filme &#8220;Um método perigoso&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 15:14:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>institutoacolher</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notas]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Abaixo segue um comentário de Anna Carolina Lementy e entrevista à Christian Dunker sobre o filme “UM MÉTODO PERIGOSO” . Fonte: http://jezebel.uol.com.br/um-metodo-realmente-perigoso/ &#160; &#160; Um método realmente perigoso 31 mar, 2012 &#8211; 09:54 &#8211; por: Anna Carolina Lementy Ok, vou ser bem fútil agora: que paciente da ala psiquiátrica não ficaria ainda mais louca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Abaixo segue um comentário de<strong> </strong>Anna Carolina Lementy e entrevista à Christian Dunker sobre o filme “UM MÉTODO PERIGOSO” .</p>
<p><strong>Fonte: <a href="http://jezebel.uol.com.br/um-metodo-realmente-perigoso/" target="_blank">http://jezebel.uol.com.br/um-<wbr>metodo-realmente-perigoso/</wbr></a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://institutoacolher.org.br/wp-content/uploads/2012/04/Um-m%C3%A9todo-perigoso-2.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-543" title="Um método perigoso 2" src="http://institutoacolher.org.br/wp-content/uploads/2012/04/Um-m%C3%A9todo-perigoso-2-300x199.png" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p>Um método <em>realmente</em> perigoso</p>
<p>31 mar, 2012 &#8211; 09:54 &#8211; por: <a title="Posts de Anna Carolina Lementy" href="http://jezebel.uol.com.br/author/carollementy/" target="_blank">Anna Carolina Lementy</a></p>
<p style="text-align: justify;">Ok, vou ser bem fútil agora: que paciente da ala psiquiátrica não ficaria ainda <em>mais louca</em> tendo <a href="http://jezebel.uol.com.br/michael-fassbender-o-pacote-completo/" target="_blank">Michael Fassbender</a> como médico? O homem que fez <em>até</em> o ar se agitar durante o Festival de Veneza. O cara que tem um “documento” <em>tão grande</em> que poderia ser um ator pornô. Pois bem, Fassbender deixou crescer um bigode (suspiros), colocou um par de óculos (mais suspiros) e foi dar vida a Carl Jung (aquele mesmo, o cara da psicologia), no filme <em>Um método perigoso</em>, que estreou ontem. Sua paciente, Sabina Spielrein (Keira Knightley, aquela linda), não aguentou. Contrariando princípios de sua época, deu um xaveco de mestre no doutor. No começo, ele resistiu. Acabou cedendo e traiu a mulher. Uma, duas, várias vezes. Anos a fio.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda assim, Jung, discípulo de Freud (Viggo Mortensen), nunca teve coragem de assumir o que fez. Nem de parar de fazer — o que pode ser um problema, considerando que é meio complicado dormir com pacientes. Mas o novo filme de David Cronenberg (<em>Senhores do crime</em>, <em>Marcas da violência</em>, <em>A mosca</em> — cult obrigatório) vai muito além dessa transgressão. É um compilado de “momentos decisivos da constituição da psicanálise”, diz o psicanalista Christian Dunker, professor da Universidade de São Paulo. Por causa dele, podemos ser “testemunhas” do nascimento de algumas grandes teorias dessa ciência — algumas muito usadas ainda hoje. E apreciar o percurso de Sabina, que vai do surto à excelência acadêmica, dando boas ideias ao próprio Freud.</p>
<p style="text-align: justify;">“O filme não é didático nem reverencial”, diz Christian, como tantos outros sobre grandes homens e grandes mulheres. “Também não é um filme-denúncia,” tipo <em>Tropa de elite</em>. “Não rima com <em>O livro negro da psicanálise</em>, nem quer mostrar os segredinhos sujos de Jung”. Também não ignora seus grandes momentos, como o teste de associação de palavras (que Jung usava para se aproximar dos sentimentos dos pacientes) ou o lago à beira do qual ele escreverá <em>Memórias, sonhos, reflexões</em>. “E não esconde sua vida com Emma (a esposa traída), em meio à insípida burguesia suíça”.</p>
<p style="text-align: justify;">Como aponta o professor, não faltam os clássicos da controvérsia entre Freud e Jung (eles brigaram feio): as treze horas de conversa (isso que é DR), o desmaio de Freud, as cartas que os dois trocaram, o sonho que Freud se recusou a contar a Jung (por medo de perder sua autoridade ao narrar o sonho, Freud a perdeu definitivamente). E está lá também a improvável frase de Freud dita no porto de Boston: “eles não sabem que lhes trazemos a peste”. Os consultórios, o divã, os objetos, o veleiro… É tudo precisamente reproduzido.</p>
<p style="text-align: justify;">E boa notícia: o filme não tem erros históricos grotescos. Pelo contrário, é bem fiel à realidade. Então, se você gosta de história ou de psicanálise ou de Sigmund Freud ou de Carl Jung, vá ver. Você vai gostar. E talvez “entenda” o filme (eu achei bem difícil não ficar perdida). Porém, se você apenas gosta de filmes, talvez precise de um guia prático para compreender direito o que foi <em>aquilo</em>. E ele está bem aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">(O professor <strong>Christian Dunker</strong> nos ajudou nessa tarefa, mostrando algumas coisas interessantes e explicando aqueles conceitos todos.)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1) Ok, parece que a Sabina descobriu um negócio chamado “pulsão de morte”. Que diabos é isso? E por que Sabina é tão importante?<br />
</strong>Christian Dunker - No início da psicanálise, Freud acreditava que os sintomas da neurose e da psicose ocorriam por causa do conflito entre o eu e os valores morais. Algo como desejos socialmente aceitos <em>versus</em> desejos inconscientes, de natureza sexual, originados na infância e reprimidos (pelos nossos pais, provavelmente). “O complexo de Édipo”, por exemplo, sobre o qual você já ouviu falar, gira em torno dessa ideia. Mas não vamos nos alongar explicando que complexo seria esse, ok?</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, em 1920, Freud muda o foco do conflito fundamental. Sem abolir o que havia sido descoberto antes, ele considera a existência de fenômenos que resistem à lógica que opõe o sexual ao eu, como nossa compulsão por repetir experiências desagradáveis (quando sofremos um acidente ou uma situação de violência e depois disso não conseguimos parar de pensar no acontecido, sonhamos com aquela situação e não paramos de falar sobre isso com os outros). Essa paixão pela repetição, manifesta em muitos pacientes que se apegam a seu sofrimento, sugeriu a Freud a existência de uma força maior que a da sexualidade e a das interdições da cultura. Essa força é a pulsão de morte. A importância dessa força de destruição, presente no masoquismo, foi sugerida a Freud por Sabina, que sentia prazer ao apanhar (primeiro do pai, depois de Jung).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><br />
2) Você ficou com a impressão de que o filme pende para a defesa de Freud e aponta os defeitos de Jung? Será que os junguianos vão ficar bravos? Você ficaria, se fosse junguiano?<br />
</strong>Christian Dunker - O filme aborda com sobriedade uma das rupturas mais importantes e marcantes da história intelectual do século XX. Normalmente, essa ruptura é atribuída à resistência de Jung em aceitar que todos os sintomas envolvem a participação decisiva da sexualidade. Para o suíço, o conceito de libido devia ser pensado como “a totalidade da energia psíquica”, e não apenas como sinônimo das disposições sexuais. Para demonstrar sua ideia, Jung recorre fortemente aos mitos, à história das religiões e aos símbolos.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme acerta ao mostrar Freud tolerante e, na verdade, incentivador das teorias sobre a telepatia, o místico e a espiritualidade. Desde que elas não transgridam as regras da demonstração científica.</p>
<p style="text-align: justify;">A grande novidade é mostrar que essa diferença teórica, algumas vezes retratada como uma incompatibilidade entre temperamentos, está permeada por uma querela pessoal. Para Freud, o grande erro de Jung foi ocultar seu relacionamento com Sabina, e não propriamente ter sido e infiel a sua esposa. Contudo, havia um conflito de gerações, um conflito entre o “príncipe da psicanálise” e o “pai da psicanálise” — e isso o filme deixa transparecer claramente.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme não demoniza Jung, mas mostra a gravidade de seu conflito e sua pequena disposição a enfrentá-lo naquele momento. O fato de que ele manteve amantes ao longo da vida, inclusive ex-pacientes, soa irônico para alguém que defendeu a não prioridade do conflito sexual.</p>
<p style="text-align: justify;">É possível que muitos junguianos fiquem irritados com Cronenberg. Não porque ele favorece Freud, um grande adversário, afinal, mas porque mostra Jung sendo derrotado por um adversário que ele mesmo considerava de menor envergadura. Tirando as oposições teóricas geniais, afastando Freud do centro do ciclone que tomou a vida de Jung, o que sobra é um mito prosaico, humano.Mas há um elemento que fica sugerido no filme: a profundidade do abismo no qual a ruptura com Freud o colocou. Dessa crise pessoal emergirá o grande autor no qual Jung se transformou. Ou seja, talvez ele precisasse disso para se tornar o que era. “É preciso fazer coisas imperdoáveis para que uma vida valha a pena”, mostra o filme.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3) Mas por que Cronenberg foi se meter a fazer um filme paradão? Sem sangue, sem experiências malucas e mafiosos russos? E sem moscas?<br />
</strong>Christian Dunker – Cronenberg fez seus melhores trabalhos justamente sobre o problema da dissolução do eu: <em>Videodrome</em> (1983), <em>A mosca</em> (1986), <em>Gêmeos: mórbida semelhança</em> (1988), <em>Naked lunch</em> (1991) e <em>Spider</em> (2002). E o filme todo trata dessa dissolução, processo vivido por Sabina e apontado em sua poderosa ideia de que a verdadeira sexualidade pede a destruição do ego.</p>
<p style="text-align: justify;">A dissolução do eu significa que ela não pode ser reconhecida como mulher, como esposa, como médica, como alguém diferente de uma filha. Muitos quadros se caracterizam por uma perturbação da lógica do reconhecimento (depressão, mania, histeria, obsessão). Outros tantos podem ser alinhados com os problemas gerados por algo exterior (no caso das fobias).O que caracteriza o quadro de Sabina é a combinação entre os dois tipos de funcionamento, com sintomas dos dois tipos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ilustra muito bem isso a recordação na qual o pai de Sabina fazia com que ela beijasse sua mão (reconhecendo sua autoridade) antes que a mesma mão paterna a espancasse (como um objeto).</p>
<p style="text-align: justify;">Suas conquistas na esfera do reconhecimento, propiciadas pela liberação de seu desejo de estudar, tornar-se psiquiatra, depois psicanalista (para o horror de Jung), associada à maternidade e ao casamento, podem sugerir a imagem de uma Sabina pacificada. Mas até onde pude acompanhar, isso está longe de representar a mulher que era, sobretudo, uma amante do conflito, não de sua solução.</p>
<p style="text-align: justify;">Jung é genial porque percebe que a espasmódica e enlouquecida Sabina tem o grão de ousadia necessário para se tornar psiquiatra. A “loucura” de Sabina é a causa eficiente do filme. Alerta para a insanidade das fronteiras e para a força criativa que acompanha a destruição da individualidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>É condenável o envolvimento entre Sabina e Jung?<br />
</strong>Hoje é indiscutível que certas coisas não devem acontecer entre pacientes e analistas, mas isso não significa existam papéis claros e distintos. Os riscos profissionais são inevitáveis, é por isso que somos profissionais do risco. Daí a pertinência do título <em>Um método perigoso</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por que mostrar Otto Gross no filme?</strong><br />
Otto era um psiquiatra delirante, viciado em cocaína, que acreditava que o mundo <em>iria acabar</em> se não conseguíssemos por em prática a liberação sexual e a crítica do patriarcalismo. Foi ele quem inspirou a descoberta da esquizofrenia (feita por Eugen Bleuler, médico de Sabina). Otto e Sabina esperam o mínimo dos que cuidam do sofrimento psíquico: tornar os pacientes aptos para a liberdade. Mas muita gente se esquece disso hoje em dia.</p>
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		<title>ITA é citado em reportagem &#8220;Padres no divã&#8221;, na revista &#8220;ISTOÉ&#8221;!</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Apr 2012 14:06:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>institutoacolher</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notas]]></category>

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		<description><![CDATA[Confira a reportagem completa clicando no link a seguir: Padres no divã &#8211; ISTOÉ Comportamento]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confira a reportagem completa clicando no link a seguir:</p>
<p><a href="http://www.istoe.com.br/reportagens/197721_PADRES+NO+DIVA">Padres no divã &#8211; ISTOÉ Comportamento</a></p>
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		<title>Confira: Pe. Edênio Valle é entrevistado por IHU On-line</title>
		<link>http://institutoacolher.org.br/?p=526</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Apr 2012 18:42:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>institutoacolher</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notas]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: www.ihu-unisinos.br Os abusos sexuais na Igreja. Evento marcante aponta para uma mudança de atitude. Entrevista especial com João Edênio Valle O comportamento dos padres pedófilos representa um desafio que exige coragem, discernimento e ação, primeiro dos bispos e do próprio clero, mas também e, sobretudo, dos fiéis, mulheres e homens, e das comunidades, considera [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<pre></pre>
<pre><strong>Fonte: www.ihu-unisinos.br</strong></pre>
<pre></pre>
<p align="center"><strong>Os abusos sexuais na Igreja. Evento marcante aponta para uma mudança de atitude. Entrevista especial com João Edênio Valle</strong></p>
<p><strong>O comportamento dos padres pedófilos representa um desafio que exige coragem, discernimento e ação, primeiro dos bispos e do próprio clero, mas também e, sobretudo, dos fiéis, mulheres e homens, e das comunidades, considera o padre e psicólogo</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Confira a entrevista.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Foi realizado na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, de 6 a9 de fevereiro, o<a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506435-igrejadaumaviradadiantedosabusos"><strong> <strong>Simpósio “Para cura e renovação”</strong>. </strong></a>Participaram cerca de 240 participantes, distribuídos entre bispos e superiores religiosos de todo o mundo. O evento teve como tema a crise na Igreja diante dos casos de abusos sexuais por parte do clero. Quem esteve lá, participando inclusive como um dos expositores, foi o padre e psicólogo <a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506401-padreedeniovalleesclarecedeclaracoessobrecombatea-nobrasil"><strong>João Edênio Valle</strong></a>, que aceitou conceder uma entrevista à <strong>IHU On-Line</strong>, por e-mail, sobre o que foi debatido e sobre quais os rumos da Igreja diante deste cenário. <strong>Edênio Valle</strong> comenta que no evento “era fácil observar que havia uma insistência em passar da apresentação (ver) e juízo (julgar) dos fatos para uma linha de ação mais decidida da Igreja (agir) em nível nacional e internacional, envolvendo a responsabilidade direta dos bispos. Palavras como prevenção, proteção e defesa das vítimas eram repetidamente trazidas ao plenário”. Em sua avaliação, “ficou claro que a Igreja só gozará de credibilidade na sociedade se demonstrar que os valores que ela proclama levam seus próprios filhos a viverem com integridade todas as dimensões de sua sexualidade e humanidade”. Ele continua: “o objetivo ao qual a Igreja está se propondo é o de ajudar a humanidade a se perguntar pelos verdadeiros valores humanos da sexualidade, confessando, porém, que a própria Igreja precisa tirar a trave de seu olho, antes de apontar para o cisco no olho dos que não pensam como ela”. E conclui: “com base em minha experiência de psicólogo não vejo como se possa exterminar totalmente este mal nem dentro nem fora da Igreja. Peço a Deus que a Igreja tenha a coragem de não ficar em medidas paliativas”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>João Edênio Reis Valle</strong>, doutor em Pedagogia pelo Instituto de Psicologia da Pontifícia Università Salesiana de Roma, é padre da Congregação do Verbo Divino, psicólogo, assessor da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB e professor de Psicologia da Religião no Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Confira a entrevista.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IHU On-Line </strong>–<strong> Que avaliação o senhor faz do </strong><a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506425-pedofilia-o-dever-da-verdade"><strong>simpósio “Rumo à cura e à renovação”</strong></a><strong>? Qual a importância para dentro e para fora da Igreja desta iniciativa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>João Edênio Valle </strong>–<strong> </strong>Minha avaliação do simpósio é muito positiva. Foi um evento marcante que indica <a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506426-simposio-vaticano-sobre-pedofilia-estabelece-uma-nova-linha-de-base-para-a-igreja"><strong>uma nova fase no posicionamento da Igreja Católica</strong></a> com relação ao abuso sexual de menores por parte de presbíteros. O simpósio reuniu especialistas nos mais variados aspectos do problema. A ele compareceram cerca de 210 bispos de mais de 100 países de todo o mundo e 30 superiores gerais, entre os quais algumas gerais de congregações femininas. O que dá ao simpósio uma autoridade mais expressiva ainda foi o fato de contar com total apoio da Santa Sé, em especial da Congregação para a Doutrina da Fé e, na retaguarda, do Santo Padre. Embora a Companhia de Jesus e a Universidade Gregoriana assumissem a condução dos trabalhos, percebia-se claramente a presença física e o interesse da alta cúpula da Igreja.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os destaques</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Alguns fatos merecem destaque. Eram cerca de 74 agências de notícias e jornais credenciados. Todo o material produzido pelo simpósio podia ser acessado posteriormente online. Não se trata de mero pormenor e, sim, a demonstração de que a Igreja pretende ser transparente com relação a esse problema. Outro dado que chamou minha atenção foi a presença de leigas e leigos como explicitadores em três ocasiões. Provocou emoção no plenário a fala de uma <a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506418-em-relacao-ao-problema-dos-abusos-na-igreja-uma-vitima-ve-mudanca-de-direcao"><strong>senhora irlandesa</strong></a>, hoje líder em seu país de um movimento de defesa do menor, ela própria vítima de um padre abusador quando tinha 14 anos. Do ponto de vista prático, era fácil observar que havia uma insistência em passar da apresentação (ver) e juízo (julgar) dos fatos para uma linha de ação mais decidida da Igreja (agir) em nível nacional e internacional, envolvendo a responsabilidade direta dos bispos. Palavras como prevenção, proteção e defesa das vítimas eram repetidamente trazidas ao plenário pelos que tinham a incumbência de propor algo mais concreto. O cardeal <a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506424-centro-de-protecao-a-crianca-e-lancado-na-cupula-vaticana-sobre-pedofilia"><strong>Reinhard Marx</strong></a>, de Munique, e o Pe. <a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506461-pedofilia-chega-de-silencio-entrevista-com-stephen-j-rossetti"><strong>Stephen Rossetti</strong></a>, dos Estados Unidos, se destacaram deste ponto de vista, mas também os bispos e especialistas que falaram na perspectiva da Ásia, África e América Latina batiam na mesma tecla.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A <a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506396-congresso-sobre-pedofilia-no-vaticano-os-bispos-devem-ser-responsabilizados">responsabilidade dos bispos</a> no campo da pedofilia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O objetivo principal do simpósio talvez tenha sido o de mostrar aos bispos sua responsabilidade neste campo – em si bastante restrito – do abuso sexual de menores (pedofilia). Pessoalmente, estou convencido de que a mensagem principal do simpósio – dando sequência ao que o Papa e a <strong>Congregação da Doutrina da Fé</strong> estão cobrando de todos nós – foi a de que urge orientar proativamente a ação pastoral da Igreja mundial no sentido do que lhe compete em sua missão evangelizadora. Isso começa pela confissão pública de seus próprios pecados, como rezaram os bispos, na noite do segundo dia, na <strong>Igreja de Santo Inácio</strong>. O escândalo público suscitado pelo comportamento do clero precisa ser reparado por uma correspondente <a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506368-bisposdomundo-pedemperdaoporabusoseomissoesemcasosdepedofilia"><strong>atitude penitencial </strong></a>e por uma postura pastoral nova “<em>ad intra</em>” e “<em>ad extra</em>”. A Igreja Católica deve mostrar que não tolera tais crimes no seio de seu clero. A ferida exposta da infidelidade à sua missão precisa ser “curada” de modo a trazer uma profunda “conversão” interna. Ao mesmo tempo, ficou claro que a Igreja só gozará de credibilidade na sociedade se demonstrar que os valores que ela proclama levam seus próprios filhos a viverem com integridade todas as dimensões de sua sexualidade e humanidade. Portanto, está em jogo mais do que dar apenas uma satisfação à justa indignação que o abuso sexual de parte de presbíteros católicos provoca dentro e fora da Igreja.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IHU On-Line </strong>–<strong> Como foi a sua participação no simpósio na condição de relator? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>João Edênio Valle </strong>–<strong> </strong>Eu fui um dos dez expositores. Não fui convidado como representante da <strong>CNBB</strong>. Minha indicação se deve provavelmente ao fato de há muitos anos eu acompanhar de perto a evolução psicossocial dos problemas que o clero católico brasileiro vem experimentando nos últimos tempos. Contaram seguramente também meu extenso e intenso contato e estudos sobre os padres do Brasil, diocesanos e religiosos. No entanto, os organizadores do simpósio não me pediram que falasse como psicoterapeuta e, sim, que iluminasse o problema na perspectiva mais ampla de uma realidade social e cultural cada vez mais globalizada, secularizada e pluralizada, que exerce forte impacto também sobre todas as religiões e seus ministros preparados até poucos decênios atrás segundo modelos que sofreram o desgaste das rápidas e profundas mudanças em curso ao longo do século XX principalmente. Pediram-me que considerasse de maneira especial a necessidade de um diálogo direto e honesto – que não oculte as diferenças – entre os grupos sociais, as forças culturais e as religiões, como uma espécie de condição prévia para chegarmos a dar respostas mais adequadas às interpelações que sentimos em dois campos vitais para a realização humana: o da religiosidade e o da sexualidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IHU On-Line </strong>–<strong> Como o senhor reage diante da posição do Vaticano de usar a religião contra a crise dos abusos sexuais?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>João Edênio Valle </strong>– Sei que na Igreja Católica – talvez a mais complexa das organizações humanas existentes no mundo – existem posições diferenciadas. Parece-me que, provavelmente em virtude da preocupação em preservar os valores fundantes de nossa fé, há na Igreja posições distintas quanto ao que e ao como responder aos desafios de nossa época. Essa diversidade de pontos de vista existe em todos os níveis, mas se acentua nos setores que carregam as responsabilidades maiores. Além disso, não esqueçamos que a Igreja Católica, também depois do <strong>Concílio Vaticano II</strong>, manteve uma estrutura calcada na centralização do poder. Não obstante, quem ler com objetividade as posições da Santa Sé quanto ao abuso sexual (por exemplo, o discurso do <strong>Papa Bento XVI </strong>aos católicos da <strong>Irlanda</strong>) não poderá afirmar que a Igreja quer usar a religião contra a crise dos abusos sexuais. O objetivo ao qual a Igreja está se propondo é o de ajudar a humanidade a se perguntar pelos verdadeiros valores humanos da sexualidade, confessando, porém, que a própria Igreja precisa tirar a trave de seu próprio olho, antes de apontar para o cisco no olho dos que não pensam como ela. Uma das ênfases dessa postura reside na tentativa de criar um clima de diálogo e mútuo respeito, de aprender a colaborar no muito do que une os que buscam a paz, a tolerância e o bem verdadeiro de todos. Tarefa difícil, mas programaticamente apontada já por <strong>Paulo VI</strong> em sua primeira encíclica (“<strong>Ecclesiam Suam</strong>”) e pela “<strong>Gaudium et Spes</strong>”, onde os principais temas trazidos pela chamada “modernidade” são objeto de uma leitura mais aberta por parte da Igreja. Não se trata de deixar de denunciar os erros, mesmo sabendo que, em termos mundiais, predomina uma atmosfera cultural nada saudável no tocante à sexualidade, mas sim de aprender a descobrir que, mesmo na cultura secularizada em que vivemos, existem muitos elementos compatíveis com os valores do Evangelho. Cultivar solidariamente tais valores é uma tarefa fundamental para se construir uma nova humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IHU On-Line </strong>–<strong> Diante dos escândalos de abusos sexuais, parece prevalecer a posição dos </strong><a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506689-pedofilia-vaticano-usa-a-religiao-para-combater-os-abusos"><strong>&#8220;reformadores</strong></a><strong>&#8221; diante dos &#8220;negacionistas&#8221;. Qual a posição dos reformadores diante deste cenário?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>João Edênio Valle </strong>–<strong> </strong>Não é segredo que também nas cúpulas da Igreja existam realmente posições mais conservadoras e outras mais abertas. Você usa os termos “reformadores” e “negacionistas”. Talvez esteja se referindo a essas diferenças de posições. No momento, no que se refere especificamente à questão do abuso sexual, a posição dos mais altos escalões da Igreja é de abertura ao problema. Não sei se o adjetivo “reformador” é o mais adequado para designar essa atitude. No simpósio, o que pude observar foi uma atitude de abertura. Não houve nenhum pronunciamento “negacionista”. O que pude perceber, especialmente em conversas com bispos da África, é que eles se mostravam um tanto surpreendidos com o que ouviam. Um deles, de língua francesa, me dizia que a descrição do acontecido nos países de língua inglesa não valia assim sem mais para o que ele via na <strong>África</strong>, com suas culturas autóctones tão distintas do mundo anglo-saxão que, aparentemente, foi o que experimentou o choque do abuso.</p>
<p style="text-align: justify;">Aceitando a expressão que você propõe (“<strong>reformadores</strong>”) faço distinção, no simpósio, de, ao menos, dois pontos de vista. E um deles (apresentado pelo cardeal <strong>William Levada</strong> e pelo Mons. <a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506400-mons-scicluna-em-simposio-sobre-abusos-contra-menores-quem-nao-denuncia-um-crime-e-inimigo-da-igreja"><strong>Charles J. Scicluna</strong></a>) corresponde às diretrizes já emanadas diretamente da Santa Sé, desde ao menos, aproximadamente, 15 anos. Elas reconhecem a existência, seriedade e urgência do problema. Os documentos normativos escritos da <strong>Congregação da Doutrina da Fé</strong> (são vários) caminham nessa direção. Usam um jargão eclesiástico calcado em um gênero literário que pode deixar insatisfeitos leitores secularizados, mas que é claro e chega a dizer com certa minúcia o que se pode e se deve fazer do ponto de vista de medidas canônicas. Neles urgem-se as Conferências Episcopais e a cada bispo que assumam atitudes e comportamentos que não se restrinjam a defesa do bom nome e prestígio da instituição, como em parte se fazia no passado. A prioridade é outra. Ressalta o peso que se dá às vítimas e às normas vigentes nas leis de cada país. Impressionou-me o relevo dado no simpósio à ação dos episcopados norte-americano e alemão. Especialmente nos <strong>Estados Unidos</strong> a crise assumiu proporções que provocam a admiração de quem leu, por exemplo, o <strong>John Jay Report</strong>, preparado por pesquisadores externos à Igreja, por encomenda da própria Conferência de Bispos daquele país. Com base naqueles estudos houve um intenso esforço de respostas ao problema em suas raízes, com resultados que fizeram reverter o dramático quadro anterior, entre os anos 2002 e 2012. No caso da <strong>Alemanha</strong>, segundo o testemunho dos dois arcebispos alemães presentes no simpósio (o de Munique e o de Trier) o esforço se concentrou em um programa de defesa dos direitos à proteção que cabe a todo menor. Um <strong>Programa de Formação de Leigos</strong> experimentado inicialmente no âmbito da Arquidiocese de Munique foi posteriormente estendido a todas as dioceses. No momento, graças ao apoio do cardeal <strong>Marx</strong>, de Munique, o programa está sendo testado em países da África e da América Latina e terá na Universidade Gregoriana um e-learning center que o poderá levar a outros países. Pena que, infelizmente, não havia no simpósio nenhum bispo brasileiro que pudesse manifestar formalmente o interesse da Igreja do Brasil em conhecer iniciativas como essas. Pelo que me foi possível ver, após conversas com psiquiatras da universidade alemã de <strong>Ulm</strong>, que já o aplicaram fora da Igreja na Alemanha, há possibilidades de algo análogo se fazer também em nosso país.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Um desafio que exige coragem</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O comportamento dos “padres pedófilos”, embora estatisticamente pequeno, representa um desafio que exige coragem, discernimento e ação, primeiro dos bispos e do próprio clero, mas também e, sobretudo, dos fiéis, mulheres e homens, e das comunidades. Os bispos, sem dúvida, têm uma responsabilidade maior, e ao Santo Padre cabe zelar para que seja arrancado este “espinho na carne” da Igreja da virada do milênio. Os documentos da Santa Sé e as disposições canônicas, cada vez mais claras e precisas, estão tentando dizer como os bispos devem enfrentar o problema. Espera-se que eles sigam essas orientações, levando em conta cada circunstância de tempo e de lugar e as concretas condições culturais e legais de cada país. Para mim, é claro que isso não se fará do dia para a noite. Não será nada fácil encontrar caminhos adequados para tanto, uma vez que o mal em questão encontra-se no cerne mesmo da cultura de nossa época, não obstante exista na Igreja ao menos desde o famoso <strong>Concílio de Elvira</strong>, do ano 306. Com base em minha experiência de psicólogo não vejo como se possa exterminar totalmente esse mal nem dentro nem fora da Igreja. Peço a Deus que a Igreja tenha a coragem de não ficar em medidas paliativas. Na minha opinião, seria um erro pensar que o problema principal da sexualidade dos padres está na chamada pedofilia. Criaríamos talvez, com isso, uma espécie de bode expiatório, mas não iríamos à raiz do problema. Tampouco bastará aplicar, em termos gerais, as orientações que nos chegam de Roma (Carta da Congregação para a Doutrina da Fé, de maio de 2011) e que também a <strong>CNBB </strong>tentou traduzir em um documento próprio, aprovado pela sua Assembleia Geral de 2011. Uma análise bem mais profunda e uma verdadeira conversão se fazem necessárias se quisermos ir em direção à “cura e renovação” que o Santo Padre pede a toda a Igreja. Refiro-me à conversão no sentido espiritual cristão, mas – como expus em minha fala – também a uma revisão de pontos que dizem respeito a aspectos estruturais e organizacionais e a costumes venerandos que regem há séculos a vida do clero católico. A forte presença no simpósio de bispos da Ásia, África e América Latina me mostrou que nos próximos decênios é em seus países que os membros do clero irão crescer de modo exponencial. Há que ter presente que suas culturas e tradições religiosas são distintas das gestadas pela Idade Média europeia e, nos últimos três ou quatro séculos, pelo embate da Igreja com a chamada modernidade. E o que dizer desta nova conjuntura global que põe em crise a modernidade, abrindo espaço ao fluido multiculturalismo, que alguns sociólogos contemporâneos chamam de pós-modernidade?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IHU On-Line </strong>–<strong> A crise é, em grande parte, um frenesi midiático e jurídico ou é um verdadeiro câncer? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>João Edênio Valle </strong>– Como psicólogo não gosto de usar expressões como “frenesi” ou “câncer”. Sei que, em linguagem jornalística, pode-se falar em frenesi midiático ou, usando outra analogia, comparar o surgimento do comportamento abusivo em setores do clero como sendo um câncer. Mas tal linguagem pode nos induzir a uma análise superficial do que está de fato acontecendo, sem distinguir bem todos os seus fatores, causas e processos que caracterizam o fenômeno hoje. Diagnósticos calcados em tais expressões podem nos levar a adotar medidas igualmente “frenéticas”, ditadas pelo apavoramento ante a inesperada virulência de alguns sintomas. Em alguns países o escândalo do abuso sexual por parte do clero exigiu medidas drásticas. A primeira reação tendia a ser a de adotar recursos e técnicas de UTI, supondo que assim se poria fim ao descalabro que parecia aumentar a cada edição de jornais. Aos poucos, assim como no caso do combate ao crack na cidade de São Paulo, percebeu-se que o uso isolado da repressão não ajuda a enfrentar o mal em suas múltiplas raízes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>“Tolerância zero”</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Penso, assim, que a chamada “tolerância zero”, isoladamente tomada, não seja um bom caminho. O que se requer é um encaminhamento de soluções ancoradas em diagnósticos pacientes e válidos de cada situação. Estamos ante um mal que é sintoma de problemas mais de fundo que requerem melhor consideração. Com isso não estou dizendo que não se possa fazer nada. Ao contrário. É preciso fazer algo, mas é mais necessário, ainda, saber que a sexualidade, assim como ela existe para centenas de milhões de indivíduos, tornou-se um enigma (título de um livro preciso do <strong>Frei Antônio Moser</strong>). Há que decifrá-lo e essa tarefa é de toda uma época. Não se trata de curar indivíduos e sim de buscar na milenar experiência da sabedoria cristã os elementos que nos ajudarão a atender os sofrimentos que uma sexualidade sem peias e sem respeito ao outro/as pode trazer para a humanidade e as novas gerações. Nesse contexto, cabe à Igreja, como em todas as outras épocas, desempenhar o ministério da misericórdia e da justiça.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IHU On-Line </strong>–<strong> A Igreja deve cooperar plenamente com as autoridades civis, incluindo a polícia e os procuradores? Ou isso significaria renunciar à autonomia pela qual a Igreja travou batalhas titânicas ao longo dos séculos para defender?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>João Edênio Valle </strong>– Sim, a resposta é positiva. Entender a autonomia da Igreja e de seu direito e dever de tomar ela própria as devidas providências não implica uma desconsideração da lei civil e penal e do que as instâncias conscientes da sociedade se propõem no sentido de evitar o abuso dos inocentes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IHU On-Line </strong>–<strong> A Igreja deve abraçar o uso da psicologia na </strong><a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/507001-igrejaseramaiscriteriosanaselecaodecandidatosaoclero"><strong>seleção de candidatos ao sacerdócio</strong></a><strong>, ou isso seria assumir uma mentalidade secular em vez dos tradicionais princípios espirituais de formação?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>João Edênio Valle </strong>–<strong> </strong>Quanto a isso a Igreja, em documento da Congregação para a Educação Católica, já se pronunciou com suficiente clareza. O uso dos recursos às ciências psicológicas não pode, porém, ser entendido como uma renúncia ao que a experiência sapiencial multimilenar da Igreja acumulou em termos de orientação espiritual. Há aqui um trabalho a ser feito, pois seja do lado dos profissionais da psicologia, seja do lado dos ministros da Igreja, há incompreensões e distanciamentos a serem superados. Os preconceitos existem em uma e outra parte. O que é preciso é desenvolver práticas efetivas de mútua colaboração, com plena consciência de que cada uma das duas abordagens tem seu serviço específico em casos que traduzem desenvolvimentos psicológicos e religiosos inadequados ou doentios.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IHU On-Line </strong>–<strong> A Igreja deve apoiar programas agressivos de prevenção e detecção dos abusos, ou isso correria o risco de &#8220;sexualizar&#8221; as crianças ao longo das linhas de educação sexual secular?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>João Edênio Valle </strong>– Sou contra qualquer prática educacional definida a partir da “agressividade”. A boa prática psicopedagógica respeita o estágio de desenvolvimento e a dinâmica do funcionamento afetivo e cognitivo de cada criança. Isso vale de maneira especial para os aspectos tanto “religiosos” como “seculares” do acompanhamento de toda a evolução psicossexual, sobretudo da infantil. Nos programas de prevenção ou recuperação de vítimas do abuso por parte de adultos há que se tomar particular cuidado nesse ponto, pois não é rara a existência de traumas e fixações que podem deixar trágicas sequelas. Na literatura especializada e também na prática clínica que conheço, mencionam-se frequentemente casos nos quais o abusador, sobretudo o perverso, foi ele próprio vítima em sua infância. Note-se, no entanto, que há circunstâncias nas quais se faz mister o uso de posições enérgicas e mesmo repressivas. O difícil é lograr um discernimento adequado das medidas a serem tomadas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IHU On-Line </strong>–<strong> A crise é verdadeiramente um fenômeno global, ou é fruto de um &#8220;pânico moral&#8221; em grande parte restrito ao Ocidente?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>João Edênio Valle </strong>–<strong> </strong>Vivemos em uma sociedade exacerbada pela hiperestimulação da sexualidade. Esse fenômeno, graças a uma mídia dotada de poderosos recursos tecnológicos, é global e envolve grandes interesses econômicos. Trata-se de um mercado que penetra agressivamente tanto no Ocidente (sua matriz) como o Oriente (que conheço pouco). Não respeita tampouco as antigas bem preservadas fronteiras de espaços religiosos, como, por exemplo, os seminários e conventos. No entanto, sendo a sexualidade um dado de base da constituição dos seres humanos, não se deve entender a globalização midiática como sendo algo inédito no manejo da sexualidade e da religiosidade humanas. O que acontece é que tecnologias cada vez mais sofisticadas tornam tudo acessível a todos, o que dá origem a um mercado capaz de influenciar negativamente o ser humano em suas necessidades e desejos, a ponto de inibir sua capacidade de responsabilidade de controlar e evitar a compulsividade dessa necessidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IHU On-Line </strong>–<strong> O Vaticano deve assinar embaixo de políticas de &#8220;tolerância zero&#8221;, ou isso romperia a relação paterna que supostamente existe entre um bispo e seus padres? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>João Edênio Valle </strong>– Não é só pela razão que você assinala que a Igreja (não o Vaticano em si) deve aprender a evitar a “tolerância zero”. Duvido mesmo que a tolerância zero possa favorecer o necessário clima de diálogo entre o bispo e seus presbíteros. O que tenho visto em algumas dioceses me leva a pensar assim. No entanto, isso não significa que os bispos, o clero local e as comunidades enquanto tais não devam cobrar de seus ministros o que deles têm o direito de exigir. Uma coisa que eu venho falando há muitos anos por onde passo é que o sujeito do processo que conduz um presbítero à sua maturidade humana (espiritual, social e humano-afetiva) e evita quedas dolorosas em seu comportamento é, sempre e necessariamente, o próprio presbítero e o presbitério enquanto um corpo de serviço ministerial. Algo que, a meu ver, faz falta na Igreja é incentivar o próprio clero a lidar com suas fragilidades. Há ainda uma tendência a deixar que tudo venha de cima. Por que não existe um código de ética formulado pelo próprio clero, a exemplo do que fizeram os médicos e os advogados?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IHU On-Line </strong>–<strong> Qual deveria ser a </strong><a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506396-congresso-sobre-pedofilia-no-vaticano-os-bispos-devem-ser-responsabilizados"><strong>postura dos bispos</strong></a><strong> diante de casos de abusos sexuais por parte do clero?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>João Edênio Valle </strong>–<strong> </strong>Para começar, o mais indicado seria que eles estudassem em conjunto o que a Santa Sé vem dizendo e procurassem criar os recursos necessários para que possam ajudar a quem precisa, primeiramente as vítimas (crianças, famílias e comunidades afetadas) e os abusadores em segundo lugar. Há muito mesmo a fazer nesse campo e não só depois do leite derramado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>IHU On-Line </strong>–<strong> Como esse debate repercute na Igreja do Brasil? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>João Edênio Valle </strong>– Nossa Igreja, através de alguns de seus organismos (do <a href="http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/506678-conjuntura-eclesial-no-brasil-entrevista-especial-com-jose-maria-da-silva-ribeiro-e-anselmo-matias-limberger"><strong>Conselho Nacional de Presbíteros</strong></a>, da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil, da <strong>CRB </strong>e da <a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/506438-notada-presidenciadacnbbsobreocompromissonocombateaoscrimesdeabusossexuaiscometidospormembrosdoclero"><strong>CNBB</strong></a>), tem tomado sempre iniciativas importantes. Eu mesmo participei de cursos e seminários organizados pela <strong>CNBB </strong>e a <strong>CRB </strong>ainda nos anos 1970 e 1980. Também as Igrejas de outros países tiveram programas semelhantes, como sei por minha participação direta em alguns deles. A experiência desses países mostrou que o que haviam feito não fora suficiente e elas, então, partiram para programas mais aprimorados. Essa busca continua e o simpósio de Roma pode ser um estímulo para tanto. No evento, o cardeal alemão disse com todas as letras (e o deixou consignado por escrito também) que o ano mais difícil de sua vida como bispo foi o de 2010, quando ele tomou conhecimento do problema da pedofilia no clero de seu país. Exagero de retórica? O simpósio de Roma quis dizer aos bispos de todo o mundo, e também aos do Brasil, que precisam aplicar essa dura lição em cada uma de suas Igrejas, mesmo que o problema não tenha as proporções que adquiriu em países que foram celeiro de vocações para a Igreja do mundo inteiro.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>(Por Graziela Wolfart)</em></p>
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		<title>Primeira Terça-Feira no ITA: um sucesso!</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 15:32:34 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Notas]]></category>

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		<description><![CDATA[Terça-Feira no ITA Na última terça-feira, dia 20 de março de 2012, tivemos a honra e privilégio de participar da atividade inaugural das Terças no ITA. Não por acaso, muito menos por deliberação, o tema em questão foi autonomia. Arrisco dizer, que por providência! Por que não? O tema sintonizado com o expositor, Prof. Dr. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>Terça-Feira no ITA</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na última terça-feira, dia 20 de março de 2012, tivemos a honra e privilégio de participar da atividade inaugural das <strong>Terças no ITA</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Não por acaso, muito menos por deliberação, o tema em questão foi <strong>autonomia</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Arrisco dizer, que por providência! Por que não? O tema sintonizado com o expositor, Prof. Dr. Ênio Brito Pinto, propiciou ao grupo um espaço de autonomia.</p>
<p style="text-align: justify;">Não aconteceu uma relação vertical de um professor que ensina àqueles que menos sabem, mas um bate-papo horizontal com uma autoridade madura e ao mesmo tempo sensível que favoreceu o exercício da autonomia na heterogeneidade grupal.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo assim, o grupo, em sua criativa heterogeneidade, exatamente como desejamos que sejam as Terças no ITA, vivenciou por uma hora e 30 minutos a autonomia.</p>
<p style="text-align: justify;">É consenso entre diversos autores do campo grupal que o grupo “padece” daquilo que se propõe a tratar&#8230; Desejamos que fenômeno semelhante se repita no dia 17 de abril próximo, com o tema <strong>“Perdão”, </strong>ou seja, que a vivência grupal resulte reparadora no sentido mais profundo da expressão. A coordenação estará a cargo da mestra Balbina Ferreira de Brites e Ida de Lucca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="center">Maria Ondina S. Peruzzo.</p>
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		<title>Artigo: Criar ou educar os filhos?</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 22:53:55 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notas]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; O artigo traz reflexões importantes, apresentadas de maneira muito didática, sobre as atitudes dos pais que podem facilitar o desenvolvimento da responsabilidade, da autonomia, da crítica e da autocrítica em seus filhos. Ao aprofundar o questionamento sobre as melhores maneiras como os pais podem exercer a autoridade em prol do desenvolvimento dos filhos, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>O artigo traz reflexões importantes, apresentadas de maneira muito didática, sobre as atitudes dos pais que podem facilitar o desenvolvimento da responsabilidade, da autonomia, da crítica e da autocrítica em seus filhos. Ao aprofundar o questionamento sobre as melhores maneiras como os pais podem exercer a autoridade em prol do desenvolvimento dos filhos, o artigo traz importantes dicas para formadores e para todos aqueles que precisam, em função de sua posição social, fazer um uso consequente da autoridade que lhes é conferida.</p>
<p><a href="http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=205"><strong>Confira o artigo completo clicando aqui.</strong></a></p>
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		<title>Dia 20/03 &#8211; Terça-feira no ITA: “Autonomia: perigo ou fundamento para uma Vida Religiosa consistente?”</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 19:42:15 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Notas]]></category>

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		<description><![CDATA[Março – dia 20 – “Autonomia: perigo ou fundamento para uma Vida Religiosa consistente?” Conferencista: Ênio Brito Pinto      Horário: 19:00 às 20:30      Local: Instituto Acolher – ITA - Rua Prof. José Cucé, 125 – Saúde                              (a uma quadra da Estação Saúde do metrô linha azul: Tucuruvi – Jabaquara)      Valor: 20,00      Inscrição: com a secretária Yara [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Março – dia 20 – <strong>“Autonomia: perigo ou fundamento para uma Vida Religiosa consistente?”</strong></p>
<p><wbr><strong>Conferencista:</strong> Ênio Brito Pinto</wbr></p>
<p><wbr>  <strong>   Horário:</strong> 19:00 às 20:30</wbr></p>
<p><wbr>    <strong> Local:</strong> Instituto Acolher – ITA - <em>Rua Prof. José Cucé, 125</em> – Saúde</wbr></p>
<p><wbr>                             (a uma quadra da Estação Saúde do metrô linha azul: Tucuruvi – Jabaquara)</wbr></p>
<p><wbr>  <strong>   Valor:</strong> 20,00</wbr></p>
<p><wbr>     <strong>Inscrição:</strong> com a secretária Yara - Tel.: (11) 5581-4183 - <strong><a href="mailto:acolher@uol.com.br" target="_blank">acolher@uol.com.br</a></strong></wbr></p>
<p><wbr><strong>     Vagas limitadas</strong></wbr></p>
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		<title>Simpósio do ITA e CRB-SP: “PEDOFILIA: discussão atual da Igreja Católica”</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 19:33:29 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Notas]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
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<table id="wp-table-reloaded-id-3-no-1" class="wp-table-reloaded wp-table-reloaded-id-3">
<thead>
	<tr class="row-1 odd">
		<th class="column-1">“PEDOFILIA: discussão atual da Igreja Católica”</th>
	</tr>
</thead>
<tbody>
	<tr class="row-2 even">
		<td class="column-1">Assessor: Pe. Edênio Valle</td>
	</tr>
	<tr class="row-3 odd">
		<td class="column-1"> O Instituto Terapêutico Acolher – ITA, a CRB-SP e a Livraria Paulinas, têm o privilégio de contar com  Pe. Edênio Valle para transmitir os principais pontos discutidos  no Vaticano, em fevereiro de 2012, sobre a questão da pedofilia.<br />
     Por ser um dos participantes desse encontro em Roma, Pe. Edênio nos apresentará o tema no calor do debate ocorrido e iluminará as discussões necessárias para a vida sacerdotal e religiosa.</td>
	</tr>
	<tr class="row-4 even">
		<td class="column-1"></td>
	</tr>
	<tr class="row-5 odd">
		<td class="column-1">Dia: 17/03/2012</td>
	</tr>
	<tr class="row-6 even">
		<td class="column-1">Horário: 13:00 às 17:30</td>
	</tr>
	<tr class="row-7 odd">
		<td class="column-1">Local: Livraria Paulinas, Rua Domingos de Morais, 660 - Vila Mariana – São Paulo – SP (Estação metrô Ana Rosa)</td>
	</tr>
	<tr class="row-8 even">
		<td class="column-1">Valor: R$ 30,00</td>
	</tr>
	<tr class="row-9 odd">
		<td class="column-1">Vagas limitadas. Inscrições: (11) 5581-4183 (Instituto Acolher – ITA) / acolher@uol.com.br</td>
	</tr>
</tbody>
</table>

]]></content:encoded>
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		<title>Confira as fotos do lançamento do livro &#8220;Os padres em psicoterapia&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 15:30:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>institutoacolher</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notas]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160;]]></description>
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<a href='http://institutoacolher.org.br/?attachment_id=475' title='lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (59)'><img width="150" height="150" src="http://institutoacolher.org.br/wp-content/uploads/2011/12/lançamento-do-livro-Os-Padres-em-psicoterapia-em-12-de-dezembro-de-2011-59-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (59)" title="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (59)" /></a>
<a href='http://institutoacolher.org.br/?attachment_id=474' title='lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (51)'><img width="150" height="150" src="http://institutoacolher.org.br/wp-content/uploads/2011/12/lançamento-do-livro-Os-Padres-em-psicoterapia-em-12-de-dezembro-de-2011-51-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (51)" title="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (51)" /></a>
<a href='http://institutoacolher.org.br/?attachment_id=473' title='lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (50)'><img width="150" height="150" src="http://institutoacolher.org.br/wp-content/uploads/2011/12/lançamento-do-livro-Os-Padres-em-psicoterapia-em-12-de-dezembro-de-2011-50-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (50)" title="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (50)" /></a>
<a href='http://institutoacolher.org.br/?attachment_id=472' title='lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (49)'><img width="150" height="150" src="http://institutoacolher.org.br/wp-content/uploads/2011/12/lançamento-do-livro-Os-Padres-em-psicoterapia-em-12-de-dezembro-de-2011-49-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (49)" title="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (49)" /></a>
<a href='http://institutoacolher.org.br/?attachment_id=471' title='lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (48)'><img width="150" height="150" src="http://institutoacolher.org.br/wp-content/uploads/2011/12/lançamento-do-livro-Os-Padres-em-psicoterapia-em-12-de-dezembro-de-2011-48-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (48)" title="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (48)" /></a>
<a href='http://institutoacolher.org.br/?attachment_id=470' title='lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (47)'><img width="150" height="150" src="http://institutoacolher.org.br/wp-content/uploads/2011/12/lançamento-do-livro-Os-Padres-em-psicoterapia-em-12-de-dezembro-de-2011-47-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (47)" title="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (47)" /></a>
<a href='http://institutoacolher.org.br/?attachment_id=469' title='lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (44)'><img width="150" height="150" src="http://institutoacolher.org.br/wp-content/uploads/2011/12/lançamento-do-livro-Os-Padres-em-psicoterapia-em-12-de-dezembro-de-2011-44-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (44)" title="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (44)" /></a>
<a href='http://institutoacolher.org.br/?attachment_id=467' title='lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (43)'><img width="150" height="150" src="http://institutoacolher.org.br/wp-content/uploads/2011/12/lançamento-do-livro-Os-Padres-em-psicoterapia-em-12-de-dezembro-de-2011-43-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (43)" title="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (43)" /></a>
<a href='http://institutoacolher.org.br/?attachment_id=466' title='lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (39)'><img width="150" height="150" src="http://institutoacolher.org.br/wp-content/uploads/2011/12/lançamento-do-livro-Os-Padres-em-psicoterapia-em-12-de-dezembro-de-2011-39-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (39)" title="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (39)" /></a>
<a href='http://institutoacolher.org.br/?attachment_id=465' title='lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (9)'><img width="150" height="150" src="http://institutoacolher.org.br/wp-content/uploads/2011/12/lançamento-do-livro-Os-Padres-em-psicoterapia-em-12-de-dezembro-de-2011-9-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (9)" title="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (9)" /></a>
<a href='http://institutoacolher.org.br/?attachment_id=464' title='lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (1)'><img width="150" height="150" src="http://institutoacolher.org.br/wp-content/uploads/2011/12/lançamento-do-livro-Os-Padres-em-psicoterapia-em-12-de-dezembro-de-2011-1-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (1)" title="lançamento do livro Os Padres em psicoterapia em 12 de dezembro de 2011 (1)" /></a>

<p>&nbsp;</p>
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		<title>Artigo: &#8220;Novos tempos x Diferentes gerações&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 12:26:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>institutoacolher</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notas]]></category>

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		<description><![CDATA[Será que temos abertura aos novos tempos? As diversas gerações encontram espaço mútuo para desenvolver e mostrar seu potencial? Como o antigo e o novo podem conviver simultaneamente, visando o bem social? Estamos cientes de que, neste início de século XXI, a sociedade vive um momento inédito, em que cinco gerações convivem, trabalham, trocam experiências [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address>
<p style="padding-left: 90px;"><em>Será que temos abertura aos novos tempos?</em></p>
<p style="padding-left: 90px;"><em>As diversas gerações encontram espaço mútuo para desenvolver e mostrar seu potencial?</em></p>
<p style="padding-left: 90px;"><em>Como o antigo e o novo podem conviver simultaneamente, visando o bem social?</em></p>
<p style="padding-left: 90px;"><em>Estamos cientes de que, neste início de século XXI, a sociedade vive um momento inédito, em que cinco gerações convivem, trabalham, trocam experiências tanto em nível familiar quanto em organizações e instituições?</em></p>
</address>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Essas reflexões necessitam ser feitas ao olharmos ao redor e vermos tantos avanços tecnológicos que marcam a vida atual e, ao mesmo tempo, uma transformação no modo de estar nesta sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">O fenômeno da convivência mútua de cinco gerações ocorre devido à diminuição na taxa de natalidade, a melhorias nas condições de saneamento básico e, principalmente, ao desenvolvimento da tecnologia a serviço da saúde da população, que, entre outros fatores, favoreceram o aumento da expectativa de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Varias áreas do conhecimento vêm pesquisando este fenômeno pertinente às gerações, como é o caso da Sociologia, da Demografia, da Filosofia, da Psicologia e da Publicidade, com o intuito de entender o novo momento histórico.  Ater-nos-emos à visão da Psicologia, que é nosso objeto de trabalho e a qual acreditamos que possa ajudar os que ocupam cargos de liderança na compreensão e busca de soluções para os conflitos que ocorrem na convivência entre diferentes pessoas de épocas diversas.</p>
<p style="text-align: justify;">A palavra geração, segundo o dicionário Houaiss, tem origem no latim <em>generatione</em> e constitui o conjunto de pessoas que têm aproximadamente a mesma idade. Hoje, geração é definida como um grupo de indivíduos na mesma faixa etária que partilham não só a localização cronológica na história como também, as experiências a ela integradas. O compartilhamento desses conhecimentos induz à formação de crenças e comportamentos comuns.</p>
<p style="text-align: justify;">Com fundamento na teoria de Jean Piaget sobre o desenvolvimento cognitivo do ser humano, Tamara Erickson (2011) reflete sobre a maneira como as gerações interpretam os acontecimentos do mundo no período da adolescência e as deduções a que chegam, em relação ao funcionamento dos eventos e aos meios de ter sucesso na vida como um modelo conceitual.  Este, por sua vez, configura um determinante no modo como o jovem coloca-se no mundo. A autora pesquisou sobre o papel do trabalho na vida das pessoas e sobre os motivos pelos quais diferentes gerações, não poucas vezes, parecem pensar e agir de forma conflitante. A partir disso, afirma que somos modelados por influências singulares como o histórico socioeconômico, a raça, a nacionalidade, os pontos de vista de nossos pais, a formação, entre outros. Entretanto, os indivíduos que dividem uma posição em comum na história, isto é, membros de uma mesma geração, desenvolvem mapas conceituais similares ou modos semelhantes de encarar o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">A compreensão do que temos em comum também fornece um contexto que nos permite compreender a singularidade de cada um. Então, é compreensível que cada geração desenvolva impressões exclusivas e assim atue sob um diferente conjunto de regras. Cada grupo terá vivenciado um mundo bem diferente quando adolescente. Essas distinções influenciam as atitudes de cada uma perante o mundo, diante do trabalho e entre si.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os estudiosos das gerações existem cinco gerações convivendo neste início do século XXI, são respectivamente as gerações dos Veteranos, que nasceram antes da segunda guerra mundial, dos Baby Boomers, que nasceram após a segunda Guerra, a geração X, dos que nasceram na época das crises financeiras, a Geração Y, dos nascidos na fase de expansão digital e a Geração Z, dos zapeadores, que estão crescendo com a crise da sustentabilidade do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">            Como vimos, as gerações são foco de impacto na família, na sociedade e na vida profissional. Assim, os estudiosos das organizações sociais e do trabalho referem que há um ruído de fundo que se escuta nos locais em que esses trabalhadores atuam. Há uma variedade de pessoas com idades, gostos, estudos, atitudes, memórias e experiências fundamentalmente diferentes convivendo nestes ambientes. Diante de tal fenômeno, os responsáveis destas instituições necessitam estar atentos, abertos para administrar a diversidade conforme a complexidade aumenta. Acreditamos que os líderes que buscam guiar com competência são aqueles que apreciam as posições variadas e a forma dos indivíduos influenciarem os pontos de vista e comportamento de outras pessoas. Tal responsabilidade de liderança requer uma apreciação útil da diversidade maior do que foi necessária aos que comandavam no passado.</p>
<p style="text-align: justify;">Para ajudar os grupos compostos de diferentes gerações que convivem e trabalham juntos, é necessário estabelecer regras práticas ou normas em relação a questões vistas de modos diferentes por esses grupos, uma vez que cada um vê e percebe as situações de modo próprio. Vamos citar como exemplo de divergência quanto ao tempo e local onde realizar o trabalho.  Para as gerações mais velhas, a carreira está atrelada ao tempo que o trabalhador passa no escritório, fisicamente falando. Hoje, com as novas configurações conceituais do trabalho, da sociedade do conhecimento, os jovens, mergulhados na tecnologia, aspiram por fazê-lo em qualquer lugar e em qualquer tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Pensamos que para lidar com este novo universo de cinco gerações convivendo simultaneamente precisamos de líderes perspicazes, honestos e transparentes, com habilidades e competências adequadas para inspirar indivíduos nas diferentes visões de mundo e de vida. Isso porque toda geração enfrenta um conjunto particular de desafios segundo os eventos específicos com os quais se defronta ao longo de sua trajetória pela história. Assim, se compreendermos a perspectiva das pessoas de épocas diferentes da nossa, seus modelos mentais e o modo de situar-se no mundo, nos tornaremos mais aptos a lidar com elas quando necessário, e assim as chances de obtermos melhores resultados serão bem maiores, além de evitarmos julgamentos sobre as diferenças, bem como frustrações no dia a dia da vida. Lembrando que o modo como nós vemos o mundo pode não ser a maneira como as demais gerações o enxergam.</p>
<p style="text-align: justify;">Conviver com pessoas de todas as idades e com modos de pensar e agir diferentes é de grande importância para o desenvolvimento de cada um e não menos para a renovação da sociedade. Isso pode ser facilmente verificado observando a geração Y que está trazendo para a sociedade grandes mudanças, fazendo as famílias, instituições, empresas revisarem sua cultura organizacional e estrutura de funcionamento. E como será quando a geração Z iniciar sua atuação na sociedade? Aguardemos a história. De preferência, atentos e acordados ao novo mundo que se descortina.</p>
<p><strong>Lourdes Degrandis</strong></p>
<p><strong>Rosa Eliza da Silva</strong></p>
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